Pode colocar a sua dúvida ou questão sobre pesca em água salgada enviando uma mensagem para KATEMBE. A resposta será aqui colocada, num prazo de 3 a 8 dias. O seu endereço de email não será publicado.

Por favor coloque apenas questões sobre pesca de mar, tendo o cuidado de ver se a questão não foi anteriormente respondida ou se não foi já abordada no site. Nos casos de perguntas/questões duplicadas, só a primeira obterá resposta.


P: BORBOLITOS (Portimão)

èOlá. Estou a pensar comprar material para a pesca de jigging mas gostaria, se possível, que me indicassem, principalmente canas mais apropriadas para esta pesca e já agora outro material necessário.

R: ERICO MARQUES (Consultor Katembe)

èDepende, naturalmente, de quanto queres gastar.

Se pescas no Algarve andarás principalmente atrás dos Capatões, certo?
Aí crescem ai até quê 10, 15 kg? Se fôr por ai não precisas duma cana tão boa nem de um carreto com um drag tão forte como aqui na Madeira. Vê as canas de jigging da Shimano que são do melhor que existe.
A nível de carretos eu aqui tenho um Navy 8000 PG, que será mais do que suficiente, pois ainda esta semana sacou um pargo de 6kgs em pouco mais de 5 minutos.
Zagaias, as da Williamson são bastante boas, tal como as Benthos e as Abyss. A linha é, obviamente, um bom multifilamento - no teu caso com uma resistência mínima de 20 kgs. Atenção que o shock leader é muitíssimo importante.  Abraço.


P: P. BRANCO (Almada)
èGostaria de saber que tipo de nós se usam nos cross beats, nas chumbadas, destorcedores, baixadas, e, claro, sobre a sua capacidade de ruptura.
.

R: PAULO CARDOSO

èNó nas madres para os crossbeads: argola normal com trÊs passagens de fio, molhar o fio antes de apertar. Chumbada - argola por dentro do destorcedor vem atrás fazendo uma argola enfia por dentro vai á frente apanhar o destorcedor com snap e aperta com cuidado. Destorcedor:  enfia o fio por dentro dá 6 voltas atrás,volta a enfiar na argola pequena de fio que ficou ao pé da argola do destorcedor e aperta (pode ainda enfiar o fio atrás). Chicote/multifilamento: nó albright.

Porquê? depois de muitos nós feitos ao longo dos anos estes foram os que me pareceram mais seguros mas há outros. Todos os nós devem ser feitos, de preferência,  com o fio molhado e devem ser aconchegados. Abraço.


P: ANTÓNIO

èFaço pesca embarcada e tenho dificuldade na escolha mais apropriada das ponteiras, ou seja não sei em que circustância devo utilizar uma ou outra. A minha cana tem 3 ponteiras sendo que uma é de carbono. Gostaria que me elucidassem sobre o assunto.
Desde já, obrigado.

R: KATEMBE

èComo sabemos, as canas para a pesca embarcada trazem quase sempre 3 ponteiras distintas, normalmente duas em fibra e uma em carbono, que se distinguem à vista pela cor da secção da sua base (as de carbono têm a base cinzenta ou preta e as de fibra são de cor clara). Destas, são normalmente as ponteiras de fibra as mais flexíveis e mais sensíveis ao toque do peixe, mas mais lentas a ferrar, enquanto as ponteiras de carbono, mais rijas e menos sensíveis, são mais rápidas na ferragem. Quando a acção da cana é parabólica o melhor será utilizar a ponteira de carbono e ponteira de fibra nos casos de canas com acção de ponteira ou semi-parabólica.
Na pesca embarcada em geral, outro factor é determinante para a escolha das ponteiras: a profundidade. Ponteiras mais rápidas e menos sensíveis (carbono) para profundidades até aos 40 metros e, a partir daí, ponteiras mais sensíveis (fibra), porque é mais difícil perceber os toques.
E, finalmente, o gosto pessoal do pescador, que poderá optar por uma ponteira que lhe proporcione uma pesca mais confortável, a que esteja mais habituado ou que lhe dê mais jeito, esquecendo as regras anteriores.


P: HUMBERTO TEIXEIRA MENDES (Brasil)

èGostaria de saber se estas corvinas enormes que aparecem no site, são somente da região do Tejo, ou aparecem em outros lugares, aqui no Brazil nunca vimos corvinas tão grandes, se pesca com dois a oito kilos no máximo. Obrigado.

 

R: KATEMBE

èEstas corvinas aparecem não só no estuário do Tejo mas também ao longo de toda a costa portuguesa, inclusive a mediterrânica.
Trata-se da espécie Argyrosomus regius, cujo peso pode exceder os 100 kgs. (2,40 m de comprimento). No Brasil as corvinas mais frequentes são da espécie Micropogonias furnieri, cujo peso não ultrapassa os 10 kgs (70cm de comprimento).


P: PEDRO MARQUES

Olá a todos. Comecei há pouco tempo a pescar mas até agora não tenho tido grande sucesso. Por isso mesmo gostava que vocês me pudessem indicar os melhores sítios para pescar tanto no mar como no rio aqui na zona centro. Com os cumprimentos.

 

R: KATEMBE

Pode ver os pesqueiros da zona Centro (Figueira da Foz e Aveiro) em http://www.katembe2.com/pesfig.htm    Mais pesqueiros bons na zona de Aveiro, Figueira da Foz e Leiria: : Praia da Costinha, entre Quiaios e a Tocha, Praia do Areão, entre a Praia da Tocha e a Praia de Mira, molhes das Praias da Costa de Lavos e Leirosa, Osso da Baleia, Molhes da Cova-Gala e Praia do Cabedelo, o Palheirão, Vieira de Leiria, o Pedrogão, Nazaré, São Pedro de Muel, a Vagueira, a Barra, São Jacinto e o Furadouro.


P: THOR

Gostaria de submeter ao vosso conhecimento as imagens desta espécie que não consigo identificar. Tem corpo de abrótea, mas a cabeça é diferente. Tem cerca de 18 cm e cor negra escura e foi apturado entre os 60 e os 70 metros.

 


.

 

R: AB

Nome comum: Rainúnculo-negro
Nome científico: Raniceps raninus
Família: Gadidae (a mesma que o bacalhau, faneca e abrótea)
Em inglês :Tadpole fish
Comprimento máximo: 27.5 cm
Fishbase.org


P: BRCARMO
Sou um pescador ainda muito maçarico nesta vida de mar, quer de pesca apeada como embarcada, e como podem calcular, as minhas dúvidas são mais que muitas. Como tal, espero que uma delas seja aqui dissipada: os bodiões, espécie que vocês fazem referência no vosso site, tem algum tipo de valor gastronómico e se sabem alguma maneira de ser cozinhado?

 

R: KATEMBE

O bodião é relativamente desvalorizado aqui pelo Continente (nomeadamente em termos gastronómicos). Em pouco mais do que na sopa de peixe ou na caldeirada é utilizado.
Já nas ilhas da Madeira e Açores é bastante apreciado e utilizado na gastronomia local, sendo vulgar fazer parte das ementas dos vários restaurantes, cozinhado de diversas formas.
Deixo 2 links onde poderá encontrar algumas formas de confecção utilizadas naquelas regiões:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/trilhos_sabores/?k=Bodiao-no-Alambique.rtp&post=588
http://gosto-comer.blogspot.com/2007_03_01_archive.html


P: PANCA
Boas amigos, preciso de um conselho dos especialistas no corrico, pois gostava que me indicassem 2 ou 3 canas para corricar com buldo: os tamanhos ideais e as marcas que conhecem com um preço mais ou menos.

R: CABÈ

Boas amigo Panca. Durante uns bons anitos, a minha "vassoura" para corrico foi ( e ainda a uso) uma Grauvell Lonny de 3.90mt. Agora tenho também a MABA da HIRO com 4.20mt, que faz uns lançamentos espectaculares. O meu conselho vai para canas de comprimentos não inferiores a 3.90mt, podendo ir até os 4.50mt. Agora marcas e preços, existe uma infinidade delas, é só dar uma volta pelas lojas, e ver.


P: PAUSER
O que acham melhor para pescar ao spinning? Actualmente pesco com uns vadeadores em pvc mas ando a pensar seriamente em adquirir um fato integral em neoprene tipo de mergulho ou surf. O que acham?
.

R: NUNO XAVIER

Para o Spinning é sempre bom ter os dois tipos de equipamentos, quanto mais não seja pelo estado de espírito quando chegas à praia. Muitas vezes a minha vontade de pescar é muita mas a vontade de andar molhado não é nenhuma - nesta ocasiões (ultimamente são muitas) uso os meus vadeadores transpiráveis com umas botas de sola de feltro.
Quando o calor aperta e o tempo convida a um mergulho uso o fato de neopren de alças de 2mm (acho). Tudo depende do local e principalmente do estado de espírito.
Na minha opinião não há nada mais confortável do que uns vadeadores transpiráveis..


 

 

 

 

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