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Sou amante da pesca e do mar desde criança. Desde então pesco
e faço caça submarina, tendo sempre como meu mestre o meu
querido pai. A seguinte história é apenas mais uma dos meus
contactos com o mar. No verão de 2007 dediquei as minhas
caçadas sub à anchova, mesmo por fora da rebentação das ondas,
procurando-as no limiar da "água branca".
Fiz pescarias
espectaculares, sendo o maior exemplar de 12 Kgs. No dia 12 de
Agosto desse ano e a pescar de cana (e de pedra) com a minha
filha de 7 anos, vi passar mesmo junto da rebentação o vulto
de 2 anchovas. Corri a casa (a 200m) buscar a arma, máscara,
barbatanas e punhal. Mal saltei na água vi o vulto das 2
anchovas a entrar numa pequena enseada mesmo na rebentação.
 
Aproximei-me sempre a marcar a ondulação e disparei, trancando
a anchova maior. Deixei-a correr um pouco e quando cansada,
abracei-a e no momento que lhe ia enfiar o punhal por detrás
dos olhos ela escorregou-me com uma onda
que passou e abocanhou-me o meu braço esquerdo.
A minha sorte
foi que foi um simples fechar e abrir de boca, pois se
continuasse a fechar, traçava um bom naco de carne fora (como
traça um sargo quando estamos a retirá-lo da água com uma
cana). As luvas são fundamentais e o fato...mas com a pressa
para chegar ao local não me equipei.
Já apanhei centenas (para
não dizer milhares) de anchovas, bicudas, moreias e outros
peixes com dentes que devemos evitar. Na verdade nunca pensei
levar uma dentada de uma anchova e ganhar uma tatuagem 5
estrelas de dentinhos triangulares. Podem ver acima fotos da
anchova que me tatuou (12 de Agosto de 2008) e da anchova de
12 kgs (18 de Agosto de 2007).
Rui Rosa
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ANCHOVA / ENCHOVA
Bluefish
Pomatomus saltatrix - Pomatomus saltator
São peixes pertencentes à família
Pomatomidae. Habitam águas costeiras, preferindo ambientes com águas
temperadas, e com alguma movimentação, (corrente e agitação) próximo
das rochas, umas vezes em lugares mais afastados, outras muito perto
do litoral.
Percorrem todo a costa portuguesa, no entanto aparecem com mais
frequência nas regiões do sul principalmente Algarve e Costa
Vicentina, não sendo rara a sua entrada nos estuários ode procuram
caçar juvenis. É um peixe bastante forte, muito voraz que ataca as
iscas com grande velocidade, permitindo uma boa luta quando ferrado.
Geralmente anda em cardumes e, estão acompanhados por outras espécies,
como os robalos.
São peixes predadores que atacam cardumes de peixes como sardinhas,
carapaus e cavalas.
Em regiões de pedras e algas (laminarias), ficam emboscadas à espera
de pequenos peixes, e não descartam o marisco que se vai libertando da
rocha. É normal caçarem ao longo da costa perseguindo cardumes de
petinga, tal como o robalo, também gostam de caçar por detrás da
rebentação, nestas alturas são por vezes sentidas pelos pescadores de
corrico que se aproximam dessas zonas procurando os robalos, algumas
vezes atacam as amostras, mas normalmente cortam as linhas pois estas
não são suficientemente fortes para aguentarem a sua força e os seus
dentes.
A pesca a estas bichinhas pode ser feita com iscas naturais, ou ao
corrico com amostras. Para pescar com iscas naturais os anzóis devem
ser robustos e empatados com linha de aço, sendo as iscas mais
indicadas a sardinha e a cavala. Para pescar com iscas artificiais, as
amostras que emitam uma petinga ou uma cavala são normalmente as mais
indicadas.
Na nossa costa de Cascais já houve anos em que entraram com alguma
abundância perseguindo cardumes de petinga, no entanto de alguns anos
para cá raramente se capturam enchovas, o que é uma pena pois a luta
que proporciona vale a pena.
António Lemos
http://www.cascaismarepesca.com/
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