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As autoridades
moçambicanas anunciaram hoje uma investigação à morte de 41
golfinhos nas águas do Parque Nacional de Bazaruto (PNB), na
província de Inhambane, sul de Moçambique

Em conexão com a morte daqueles animais,
a petroquímica sul-africana SASOL desmentiu hoje qualquer
responsabilidade no acontecimento, reconhecendo apenas ter pedido
autorização ao governo moçambicano, para efectuar testes de
exploração sísmica de pesquisa de petróleo e gás nas águas de
Inhambane.
O responsável pela fiscalização do PNB,
Sansão Mabulambi, confirmou que várias dezenas de golfinhos deram
à costa de Inhambane empurrados pelas águas, tendo sido
contabilizados 41 golfinhos mortos e seis que voltaram à água com
vida.
Mabulambi afirmou que um dos golfinhos
encontrados mortos pelos fiscais do parque apresentava sinais de
mordeduras de tubarão, uma circunstância que aumenta as dúvidas
sobre as razões do desastre.

«Estamos a trabalhar para apurar as
causas do acidente. Ainda hoje fizemos uma ronda na zona e não
vimos quaisquer sinas de que tenha havido novos casos», sublinhou
Mabulambi.
O responsável pela fiscalização do PNB
indicou ser a primeira vez em que ocorre uma situação do género.
O director do PNB, Rafael Susana, disse
acreditar que os golfinhos morreram por causas naturais.

Após ter sido apontada por populares como
alegada responsável pela morte dos golfinhos, a petroquímica
sul-africana SASOL distanciou-se hoje do acidente.
«Lamentamos profundamente a morte de
golfinhos no Parque, mas a empresa rejeita qualquer associação com
o caso, pois não efectuou no local actividades que tenham
provocado um abalo sísmico», afirmou o porta-voz da SASOL, Johan
van Rheede.
Rheede sugeriu que a morte dos golfinhos
está ligada a factores naturais, sublinhando que várias centenas
de golfinhos apareceram recentemente mortos na costa de Zanzibar,
Tanzânia.
A SASOL está a explorar os jazigos de gás
de Pande e Temane, na província de Inhambane, exportando este
recurso para as suas fábricas na África do Sul, através de um
gasoduto de 850 quilómetros.
Notícia: Diário Digital / Lusa
Fotografias gentilmente
enviadas para o Katembe pelo nosso colaborador e amigo Pedro Dray,
de Moçambique |