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ISCOS 2
(continuação) |
CASULO |
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O casulo é dos melhores iscos
para lançamentos e não só. Praticamente todas as espécies são atraídas
por este isco, que tem ainda a particularidade de ser luminoso, por isso
adequado à pesca nocturna. Quando fresco tem uma consistência/resistência
que torna fácil a iscada e ainda um tamanho que a torna atractiva para os
exemplares grandes. Como se apresenta dentro de casulos, a sua
extracção dá
algum trabalho e exige alguma técnica para não o partirmos.

Para
se iscar deve espetar-se o anzol pela boca, da mesma forma que se faz
para a minhoca e ganso, empurrando com cuidado o corpo até cobrir o
anzol. Há quem prefira iscar começando pela parte contrária à cabeça,
embora seja mais trabalhoso e, segundo a minha experiência, menos
eficaz. Devido ao seu tamanho pode utilizar-se enrolado. Fácil
de encontrar à venda, mas dependendo muito das marés, pois com marés
altas ou vivas não aparece..
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GANSO
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Mais um anelídeo marinho, de tamanho médio, que é um isco óptimo para a
maioria das espécies.
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Armação da boca do ganso |
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 A relativa
dureza do seu corpo proporciona uma boa resistência ao anzol, o que permite a
sua utilização à bóia ou nos
longos lançamentos de surfcasting, sem que se solte. Cada vez mais caro,
embora não atinja os preços do coreano, é ainda relativamente fácil de encontrar. A forma de iscar é a mesma
dos restantes "primos", embora este dispense a utilização da agulha, devido à
grossura do corpo, o que facilita o processo.Mais um anelídeo marinho, de
tamanho médio, que é um isco óptimo para a maioria das espécies.
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MINHOCA DE MAR
Observando-se
a minhoca, verifica-se que o corpo é formado por uma série de anéis ou
segmentos, separados por um sulco que contorna o corpo. Esses segmentos (somitos),
que conforme a espécie, variam enormemente, assemelham-se a pequenos anéis,
daí serem denominadas genericamente de anelídeos.

Há
vários tipos de minhocas de mar, pois a família é grande. São um óptimo
isco para praticamente todas as espécies. Frágeis e de conservação
difícil durante mais de 24 horas, podem ser conservadas em água do
mar mudada de 10 em 10 horas e mantida em local fresco, (temperatura não
superior a 12º) podendo assim
sobreviver dois ou três dias. Mortas são de pouca ou nenhuma
utilidade. Para iscar aperte ligeiramente a parte mais grossa da
minhoca e quando esta expuser o apêndice bucal espete o anzol
na boca com cuidado e vá empurrando o resto do corpo até o anzol estar
completamente coberto. Não é um isco adequado a lançamentos, pois
solta-se facilmente. São fáceis de encontrar em qualquer ponto de venda de isco.
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GANSO COREANO OU COREANA
O ganso coreano (ou coreana)
apareceu há relativamente pouco tempo no mercado português, mas tem vindo a
ganhar terreno aos restantes anelídeos, embora seja mais caro.

É de uma vivacidade enorme e
resiste bastante, sendo também de uma rigidez aceitável.
A maioria das
espécies são atraídas pelo coreano, mas as suas pequenas dimensões e alguma
fragilidade não
aconselham a sua utilização no surfcasting, embora muitos pescadores o utilizem
nesta modalidade e com bons resultados.
A melhor forma de se iscar é
"cozer" o coreano com o anzol, de forma a mantê-lo vivo e com movimento.
A sua conservação é fácil, podendo
aguentar até uma semana dentro da caixa em locais de temperatura não muito
elevada.
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TRIPA (Correia)
Trata-se de uma espécie de
minhoca achatada, que apenas se encontra na zona sul do país. Bastante cara,
é um excelente isco para os grandes robalos e grandes douradas.
Difícil de iscar, já que se
parte com muita facilidade e porque segrega uma substância que provoca
irritação (do tipo das urtigas), pelo que se deve ter muito cuidado com as
mãos que deverão se lavadas de imediato, tendo-se especial atenção em não
tocar na vista.
Katembe agradece aos
amigos Hook, Pescador e André as informações sobre a tripa
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MINHOCA BRANCA (Bicha Branca)
Bastante eficaz para robalos e
bailas, muito utilizada no surfcasting e na pesca em barco fundeado, a
minhoca branca é difícil de apanhar e cara nas lojas da especialidade. Para
se iscar deve apertar-se um dedo abaixo da boca até esta expor o apêndice
bucal que se encontra recolhido e cravar aí o anzol por ser a parte mais
resistente da minhoca. Deve ter-se algum cuidado com a sua picada, pois além
de bastante dolorosa pode provocar alguns problemas mais.

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